segunda-feira, 23 de abril de 2012

Postos de atendimento da Águas de Joinville fechados nesta sexta (27/04)

Os postos de atendimento da Companhia Águas de Joinville estarão fechados nesta sexta-feira (27 de abril), para capacitação e reciclagem dos funcionários. O foco será o aprimoramento no atendimento ao cliente, que visa também à diminuição do tempo de espera. “Além disso, o treinamento proporcionará maior unificação de procedimentos em todos os postos”, afirma Alessandro Holthausen, gerente de Relacionamento com o Cliente da Companhia Águas de Joinville. O atendimento volta ao normal a partir do próximo dia útil, quarta-feira (02/05).

A central 0800 723 0300 estará funcionando normalmente 24 horas, todos os dias.


Postos de atendimento fechados dia 27/04 (sexta-feira)

Posto de atendimento Centro
Rua XV de Novembro, 780

Posto de Atendimento Jardim Paraíso (anexo à Secretaria Regional)
Estrada Timbé, 6990

Posto de Atendimento Iririú
Rua Papa João XXIII, 164

Posto de Atendimento Vila Nova (anexo à Secretaria Regional)
Rua São Brás, 184

Posto de Atendimento Pirabeiraba
Rua Joinville, 13.500 – Centro Pirabeiraba

Posto de Atendimento Aventureiro (anexo à Secretaria Regional)
Rua Santa Luzia, 639

Posto de Atendimento Paranaguamirim (anexo à Secretaria Regional)
Rua Ana Maria Roncalio de Souza, s/ nº

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Brasil: O bom momento para universidades, engenharia e o saneamento

Em visita à sede da Companhia, o especialista em saneamento Carlos Chernicharo falou com a equipe de Comunicação da Águas de Joinville sobre o momento atual da engenharia, os desafios do saneamento e foi categórico em afirmar que a universidade vive um bom momento desde o início do governo Lula


Chernicharo: "O primeiro desafio vocês estão vencendo"

A Companhia Águas de Joinville acompanhou o engenheiro Carlos Augusto de Lemos Chernicharo em visita a Joinville, onde o cientista participou da 9ª edição da Feira do Livro. Na noite de 16 de abril, Chernicharo proferiu palestra para engenheiros, técnicos e estudantes de engenharia no teatro Juarez Machado, intitulada “Avanços e Desafios no Tratamento de Esgoto”. O palestrante é doutor em engenharia ambiental pela Universtiy of Newcastle Upon Tyne – Inglaterra e, em 2008, fez pós-doutorado na Austrália. Atuou na iniciativa privada, foi consultor e responsável por inúmeros projetos de implantação de sistemas de esgoto. Em 1991 entrou na UFMG como professor adjunto, e atualmente é professor associado e encerra, em meados de maio, a chefia de departamento do curso de engenharia sanitária ambiental. Em uma conversa na sede da Companhia Chernicharo falou, entre outros assuntos, sobre a evolução do saneamento básico no país em dez anos.


O senhor tem quantos trabalhos publicados?
Um livro de autoria exclusiva sobre reatores anaeróbios com duas edições, de 1997 e 2007. A de 1997 foi o segundo livro lançado nessa área no Brasil, que veio tentar consolidar uma parte do conhecimento que estava dispersa. Na época, havia pouquíssimas fotos para ilustrar os livros, eram pouquíssimos os sistemas em escala mais significativa em operação. Já na segunda edição, ampliada e revisada de 2007, foi impressionante o avanço que o Brasil conseguiu em 10 anos. É um livro com exemplos, aplicações, fotos, ilustrações, uma riqueza muito maior. Além desse livro exclusivo, participei da organização de 3 ou 4 livros, junto com outros colegas. Publiquei 50 artigos em revistas científicas nacionais e internacionais, a maioria em revistas internacionais, e cerca de 200 trabalhos em congressos.

Ontem, em sua palestra, o senhor contou um pouco da história do ser humano e sua relação com seus dejetos, e sua saúde. Para onde caminha a humanidade?
Para a reciclagem, reúso, minimização, ou seja, uma maior sintonia com os processos naturais. O que é o esgoto hoje? No sistema a convencional, na maioria das cidades, 99,9% é água; 0,1% são sólidos. O uso que a gente faz da água das nossas casas, principalmente, é como veículo de transporte de impurezas. Então, um bem natural escasso, que é a água, caro de se produzir hoje em dia, é usado para conduzir resíduos. Quando chega a uma estação de tratamento de esgoto, você tem que separar esse 0,1% e retornar a água mais limpa possível ao curso de água, ou ao seu reúso.

Então é muita água para pouco esgoto?
É um sistema que se questiona muito hoje. Você adiciona muita água para transportar impurezas, e essas impurezas, se você fizer uma análise criteriosa, vêm da terra, do solo. Por exemplo, o óleo de cozinha. De onde vem o óleo de cozinha? Vem da soja, do milho. Onde estão plantados a soja e o milho? No solo. Então, você está retornando um material que vem da terra para o rio, esse ciclo não fecha.

E como fazer para fechar esse ciclo?
A lógica está em você retornar essas impurezas para o próprio solo, para a agricultura, por exemplo. O que chegou puro na sua mesa de cozinha está voltando hoje misturado com fezes, patógenos. Esses resíduos teriam que passar por uma etapa de higienização para poder ser aplicados na agricultura com segurança. Há nitrogênio, fósforo, fertilizantes que as plantas precisam. Tem matéria orgânica que ajuda a recompor essa matriz do solo, que tem um efeito muito melhor que o fertilizante puramente químico, que lixivia pelo solo muito rapidamente. A planta acaba incorporando pouco, e você pode criar danos no lençol freático. O fertilizante que chega via lodo, via resíduos do esgoto, fica retido na matriz do solo, e libera os nutrientes de uma forma muito mais compatível com a absorção pelas plantas. Imagina se você fizer em sua própria casa, se cada pessoa pudesse fazer essa reciclagem na sua própria residência, em que se pudesse segregar os efluentes, aproveitar o nitrogênio da urina na sua horta, as fezes para produzir biogás. Então o que você estaria gerando de resíduo para o rio? Nada.

Seria a casa inteligente, a casa do futuro...
É, mas o modelo de planejamento, de urbanização, é um modelo que todo mundo questiona. As ruas não comportam mais a quantidade de veículos. E a cidade com mais espaço, num modelo mais horizontal, traz grandes benefícios à área ambiental. Final de semana meu filho de 6 anos sempre me ajuda a fazer composto na minha chácara; a gente pega os restos de frutas, cascas de legumes, corta em pedaços pequenos, mistura com pedaços de madeira, de galhos, e toda semana a gente vai fazer o revolvimento para virar adubo. Eu acho que a gente tem que apostar na criançada, nos jovens, na educação. Eles estão vindo com a cabeça diferente.

Comparando o Brasil de dez anos atrás e de hoje, nós avançamos no saneamento?
De uma maneira assustadora, impressionante. Na universidade a gente tem isso muito claro na pesquisa, na questão da ciência e tecnologia. O Brasil nunca teve tanto dinheiro nas universidades e centros de pesquisa como teve nos anos Lula. Hoje o Brasil é um modelo na área de esgoto, a gente exporta tecnologia adequada a nossa realidade. O clima é diferente, o nível de qualificação é diferente. Não dá para importar um modelo de país desenvolvido e querer usar aqui, não funciona. São vários exemplos de estações mecanizadas, sofisticadas, SP, Rio, estações que não recebem o esgoto, fizeram grandes, enormes elefantes brancos, e acabaram metade ociosas, os equipamentos que quebram não têm reposição. Então as universidades deram uma contribuição muito grande, trabalhando em redes cooperativas de pesquisa, nessa lógica de que a gente tinha que ter independência na área de água, de esgoto, de lixo.

Estamos no caminho certo?
Eu acredito, tenho muita confiança nisso. Houve um grande avanço, a gente não tem dependência. Agora temos um padrão, um conhecimento tecnológico que é mais do que suficiente para encarar o desafio. A gente tem desenvolvimento tecnológico, e o que faltava? Uma política de saneamento, que também veio e, junto com a política, vieram os recursos. Então o cenário está montado. Agora, devemos fazer isso com responsabilidade. Esse é outro grande cuidado. Todo mundo está fazendo muitas obras, implantando muitos sistemas, vocês aqui são um exemplo, mas isso tem que ser feito de maneira muito responsável, sustentável. O primeiro desafio vocês estão vencendo, o seguinte talvez seja maior ainda.

Vivemos um momento propício para os engenheiros; mas eles estão preparados e são suficientes para esse momento de expansão?
As ferramentas já estão disponibilizadas. O que peca ainda um pouco é reflexo dos anos perversos, das décadas de 80 e 90, que foi o desmantelamento das boas empresas de projeto. Hoje temos que formar novamente esse pessoal, qualificando-o em todas as áreas, desde projeto, construção, operação. Eu sou de uma época que muitos se formaram em engenharia e foram trabalhar no comércio, em bancos, porque o mercado não conseguia absorver. Perdemos essa parte da história. Muita coisa foi feita dentro do modelo Planasa, modelo militar. Depois, o Brasil ficou muito tempo sem fazer nada, ou de forma muito equivocada, por questões políticas. O empreiteiro pegava um financiamento, e falava para o prefeito: “Eu tenho dinheiro aqui, vamos fazer a estação?” O prefeito nem sabia o que era estação, mas tinha o dinheiro garantido. Ele fazia, mas tinha que dar a obra para o empreiteiro que tinha o dinheiro. Que modelo era esse? Uma estupidez.

Qual sua impressão sobre Joinville?
Eu gosto muito da região sul. Fiquei poucos dias aqui, mas Joinville me passa uma ideia de ser uma cidade muito boa para se viver, imagino que tenha uma qualidade de vida excelente. A realidade do sul do Brasil é bastante diferente da de Minas Gerais para cima, acho que até metade de Minas talvez não tenha muita diferença em termos de impacto de pobrezas, desafios. Mas sou muito otimista com relação ao avanço do saneamento, particularmente do esgotamento sanitário no Brasil.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Engenheiros e estudantes assistem à palestra de especialista em saneamento da UFMG no Juarez Machado

O presidente da Águas de Joinville Luiz Alberto de Souza e o
prefeito Carlito Merss prestigiaram a palestra de Carlos Chernicharo (E)

Carlos Augusto de Lemos Chernicharo, engenheiro sanitarista e pesquisador da UFMG, marcou presença na Feira do Livro com a palestra “Avanços e Desafios no Tratamento de Esgoto”. O prefeito Carlitos Merss e o presidente da Companhia Águas de Joinville Luiz Alberto de Souza prestigiaram o evento, além de um público formado por funcionários da Companhia, alunos de faculdades de engenharia e demais interessados.

Segundo Chernicharo, os desafios no tratamento de esgoto são dois. Um deles refere-se aos locais onde não existe sistema de tratamento de esgoto e, portanto, há a necessidade de implantá-lo. Outro desafio, que é ainda maior, é a sustentabilidade do sistema após sua instalação – o gerenciamento de subprodutos, adequação às legislações ambientais, formação de equipes qualificadas, redução de custos, entre outros.

De acordo com o palestrante, o Brasil tem independência em relação à tecnologia, mas ainda precisa avançar muito. “As regiões sul e sudeste têm melhores coberturas de rede de esgoto, mas outras regiões ainda têm um longo caminho”. E os desafios nunca acabam. Quando o básico estiver finalizado, o reúso da água e da utilização do biogás, por exemplo, são assuntos que passarão a ser tratados com mais seriedade.

Chernicharo finalizou a palestra com elogios à cidade. “Que Joinville mantenha essa atitude arrojada em relação ao saneamento básico. Parabéns pela vontade política nessa questão tão importante para a qualidade de vida das pessoas. Ainda mais com os desafios naturais que a cidade apresenta, como as marés e as cheias”, afirmou Chernicharo.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Águas de Joinville abre concurso público

Foi aberto o período de inscrições para o concurso público da Companhia Águas de Joinville, que visa preencher 12 vagas existentes e formar um cadastro de reserva. O concurso, organizado e executado pela Sociesc, tem vagas para cargos de nível fundamental, médio e superior, com salários iniciais que variam de R$ 1.117,00 a R$ 5.287,00. As inscrições iniciam hoje (16/04) e vão até 15/05.

Para concorrer, o candidato deve fazer inscrição pelo site www.sociesc.org.br/concursos, preencher o formulário, imprimir o boleto bancário e pagar a taxa de inscrição, que varia de acordo com a escolaridade exigida para cada cargo (R$ 35,00; R$60,00 e R$80,00 para os cargos de nível fundamental, médio e superior, respectivamente). A partir do dia 29/05 o candidato poderá consultar no site da Sociesc data, horário e local da prova. No dia do exame deverá estar munido de documento original de identidade, caneta esferográfica azul ou preta e comprovante de inscrição.

As provas objetivas, com duração máxima de 3 horas, terão 15 questões de conhecimentos gerais e 15 de conhecimentos específicos. Os candidatos ao cargo de Operador de Estação, além da prova objetiva, terão de passar por uma prova prática, de caráter eliminatório. O prazo de validade do concurso é de 2 anos, contado a partir da data de sua homologação, podendo ser prorrogado por igual período.

São 29 cargos com vagas abertas e cadastro de reserva:

RT= Reserva Técnica
(Clique na tabela para ampliar)


Dentre os benefícios oferecidos estão vale-refeição ou alimentação (no valor de R$ 352,66), auxílio-creche, assistência médica e odontológica (extensiva aos dependentes), entre outros. Veja mais no site www.aguasdejoinville.com.br/companhia.php, em “Conhecendo a Águas de Joinville”. O edital com salários iniciais de cada cargo e outras informações pode ser conferido no site da Sociesc. Todas as contratações serão regidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e alguns cargos exigem carteira de motorista e experiência de 6 meses na área.


Concurso Público Águas de Joinville 2012


Inscrições: de 16/04 a 15/05, pelo site www.sociesc.org.br/concursos

Data provável da prova objetiva: dia 03/06, domingo

Valor de inscrição:
R$ 35,00 (nível fundamental)
R$ 60,00 (nível médio/técnico)
R$ 80,00 (nível superior)

Mais informações: Sociesc  47 3461-0525/3461-0573